Entrevistas WWE Brasil #2 – Apollo (Ases do Ringue)

Conheça Apollo, um militar do Exército Brasileiro que tem como paixão o pro-wrestling.

No Entrevistas WWE Brasil de hoje, entrevistaremos João Marcos, mais conhecido pelo seu ringname – Apollo, da Ases do Ringue. Ele têm 20 anos, é militar do Exército Brasileiro e tem como paixão o pro-wrestling.


Apollo - Ases do Ringue
WWE Brasil – Olá, bem-vindo ao “Entrevistas WWE Brasil”. Agradecemos por conceder sua presença aqui conosco. Primeiramente, se apresente para os leitores.
Apollo – João Marcos, 20 anos, de São Vicente-SP, Lutador Profissional/ Instrutor da Ases e Militar do E.B.

WWE Brasil – Só por curiosidade, porque o ringname de Apollo?
Apollo – Escolher um nome de lutador é uma missão difícil. Depois de uma longa sessão de tortura, escolhi um curto e de fácil narração. Gostei desse pois serve tanto para Face quanto heel, me identifiquei também com o resultado das pesquisas deixando Apollo; O Destemido como alguns conhecem.

WWE Brasil – Como foi seu início na luta livre, quais seus primeiros contatos com ela?
Apollo – Quando criança assisti parte de um combate na TV e peguei amor pela arte… Meu pai chegou a treinar na academia do Fantomas, onde concluía seu curso de Auto Defesa e ao ver meu interesse, me contou um pouco sobre o wrestling.

WWE Brasil – Quando e como você chegou até a Ases do Ringue?
Apollo – Em 2002, um amigo me convidou para assistir seu treino num local perto de casa. Tinha Jiu Jitsu, Luta Livre, Capoeira, Judô (Tudo gratuito) onde me matriculei na maioria das modalidades. Era muito corrido, pois além dos treinos tinha que estudar, tocava em uma banda de rock, então tempo era algo difícil para um garoto de 10 anos administrar.

Abandonei alguns e fiquei só no Jiu Jitsu, onde troquei de faixas, participei de campeonatos, mas algo me dizia que não era a minha praia. Assisti uma reportagem onde vi o Sarabando Jr, Trovão, Bob Jr, Domingues, entre outros fazendo uma participação acho que na TV Record e isso me incentivou a voltar a treinar.

Já decidido a fazer parte de uma equipe de LLN, fui mostrando interesse e dedicação (Na época não podia se apresentar sendo menor de idade) tive paciência e aos poucos conquistei espaços nos shows, fui mudando de categoria: Iniciante, Amador e Profissional (Tudo com documentação) e certamente pegando experiencia no mundo do Telecatch.

Conheci pessoalmente todos os lutadores que eu assistia pela TV (Nacionais) me deram conselhos, me apoiaram e isso são detalhes que não vou esquecer… Enfrentei por diversas vezes lutadores que eu nunca pensei ver um dia e isso foi show para mim.

WWE Brasil – Sua formação militar é inserida no treinamento dos alunos da Ases do Ringue, em algum ponto?
Apollo – Acredito que na física (Aquecimento e Alongamento) meu jeito de cobrar, chamar a atenção, lembra um pouco a rotina do quartel.

Apollo - Ases do Ringue
WWE Brasil – A sua vida como militar e como instrutor de wrestling se misturam, em seu ambiente militar eles conhecem seu trabalho na luta livre e tudo mais? Se sim, como eles reagem a isso?
Apollo – Claro, muitos me chamam de Apollo ao invés do nome de guerra (Normal em ambientes militares) sempre faço uma propaganda, mostro um golpe, para ver se algum interessado comparece aos treinos… Alguns vem com a ladainha de: ah é tudo combinado! Mas a maioria curte e quando podem me prestigiam nos eventos.

WWE Brasil – Certo, agora vamos falar um pouco sobre a Ases do Ringue, grande foco da entrevista. Qual a história da Ases, há quanto tempo ela está em atividade?
Apollo – Em 26 de agosto de 1999, Leandro Cerabando (Filho do Ex-lutador Sarabando, da época de Ted Boy Marino, Aquiles, entre outros) fundou a equipe no intuito de resgatar o Pro Wrestling que estava caindo no esquecimento. Antigamente era tudo mais fácil, a luta era mais valorizada e as oportunidades na mídia eram frequentes, os patrocinadores eram fãs então faziam uma boa escada na divulgação.

WWE Brasil – Quem escolheu esse nome e porquê?
Apollo – Se fizer as contas não são poucas as equipes de PW no país, muitos até hoje confundem… É não sei o que do ringue, do ringue e do ringue, chegaram a Ases Do Ringue (Que seriam astros, artistas, ídolos) que um pouco complicada a pronúncia, mas que foi adotada sem maiores problemas.

WWE Brasil – Qual o maior problema de formar uma federação de luta livre no Brasil? Como ela é mantida?
Apollo – Infelizmente onde vivemos o wrestling não é visto como um show, uma mistura de luta, teatro e circo, mas sim um grupo interessado em queimar o nome da luta livre (Não generalizando) como são conhecidas outras lutas fazendo a “marmelada”. Para não ficarmos parados, são os próprios lutadores que correm atrás de tudo até a “vaquinha” salvar o que tivermos em mente.

WWE Brasil – Na sua visão, como está a situação da luta livre em território brasileiro atualmente?
Apollo – Não como deveria estar (Ainda) por algumas equipes terem condições de bancar um programa de TV isso ajuda bastante, não só a equipe que dirige mas a luta livre no geral, fico feliz nessa parte e por outro lado vejo que tem muita gente que prefere as lutas internacionais dificultando o aparecimento de espaços para as federações que aqui se apresentam.

Apollo - Ases do Ringue
WWE Brasil – Há ainda um preconceito dos brasileiros com o esporte? O que é necessário para reverter isso?
Apollo – Muito preconceito, mas em momento algum pensamos em desistir, pois temos público para isso, os fãs que estão sempre do nosso lado para levantar a moral e continuarmos… Um dia esse “pensar” de parte da população mudará, acreditamos nisso. E para reverter sinceramente eu não sei, lutamos porque gostamos então não é porque alguns não curtem que temos que ocultar nosso trabalho, vamos divulgar até sair a notícia de que o Brasil é o país com maior número de fãs do Telecatch nos últimos anos.

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WWE Brasil – A introdução de ligas americanas em TV aberta, como a WWE na Rede TV por exemplo, ajudam as ligas brasileiras de alguma forma?
Apollo – Sim, quando na outra emissora (sbt) começaram a exibir nosso tipo de luta, aumentou o interesse do povo mas pelas empresas gringas. Tudo o que fizerem no objetivo de divulgar, incentivar o show da luta livre é bem-vindo, cada um com suas preferências… Depois que assistem ao vivo uma luta nacional os brasileiros mudam de ideia rápido. Digo a emoção de estar frente a frente com os lutadores, não há vídeo que cubra a sensação de um “ao vivo”.

WWE Brasil – Voltando a falar da Ases, ela é conhecida na região? Vocês têm um papel importante na divulgação da luta livre pelas redondezas? Há uma procura razoável por ela?
Apollo – Em São Vicente acredito que quase todas as pessoas pelo menos já ouviram falar na Ases, a divulgação é feita da melhor forma possível (Dentro dos limites, digo verba, tempo entre outros) somos a única equipe de Luta Livre na Baixada Santista, então somos procurados, mas as vezes a distância dificulta certos passos até nossa academia.

WWE Brasil – Existe alguma procura por garotas para entrar nela, ou é algo realmente raro?
Apollo – Ultimamente a maioria dos interessados são do sexo masculino, as garotas que aparecem, com o tempo acabam parando por terem namorados ciumentos e medrosos para acompanhá-las. As que estão com a gente são ring girls ou juízas.

WWE Brasil – Vocês se inspiram em alguma outra empresa de luta livre, nacional ou internacional, no estilo de treino da Ases do Ringue e na formação dela como um todo?
Apollo – Tem a BWF que é bem a nossa cara, temos amizades em todas as equipes e isso nos faz pegar um pouquinho de cada estilo. Mas essa é a que temos mais interesse até porque existem lutadores de lá que se apresentam com a gente, sempre acompanhamos seus vídeos.

WWE Brasil – Já teve algum apoio de grandes feds nacionais, como a BWF, a Gigantes do Ringue, etc, ou mesmo de algum wrestler?
Apollo – Depende do que eu entendo como apoio, a 1ª equipe citada acima nos ofereceu espaços para divulgar nosso material e isso nos ajuda muito. Lutadores convidados e com mais experiência na luta sempre nos apoiam de alguma forma.

Apollo - Ases do Ringue
WWE Brasil – Como são os treinos da Ases, em geral?
Apollo – Temos quase duas horas e meia para treinar toda a galera, nos dias de segunda, quarta e sexta. Como em qualquer aula vai ter aquele dia em que o corpo quer acochambrar, fica preguiçoso, mas também tem aqueles que estão super animados querendo voar logo de cara. Treinamos em tatame por falta de espaço, nosso ringue é montado somente para as apresentações.

WWE Brasil – Já houve algum acidente nos treinamentos?
Apollo – Sim, apesar de ser tudo bem pensado para a segurança de todos, numa tesoura ou outra pode-se bater a cabeça na parede como já aconteceu ou cair de mal jeito, a empolgação faz com que consequências desagradáveis ocorram, mas nada que já não tenhamos acostumados rs se gosta não desisti.

WWE Brasil – Atualmente, quantos membros fazem parte da fed?
Apollo – Hoje prontos para os rounds da vida, vinte wrestlers, incluindo os mediadores que às vezes participam de “H”s.

WWE Brasil – Apresente-os para os leitores.
Apollo – Bom tem uma galerinha então, serei breve: Arthur, conhecido como Thuro Thuro, Fukuji – um roqueiro leve e rápido, Charles – um heel que atrai olhares por sua forma de “vender”, Robson Cruz – ótimo base e irmão do Soldado Higor, Sarabando Jr. – um surfista habilidoso, Anjo – um lutador que está sempre inovando a cada evento, Thiago – o mais resmungão aos poucos vem melhorando. Além disso, uma nova geração que vem sendo formada: Vitão Brou, João Galvão, Kauê, Tatanka Akuma, Lourival, uma galera gente boa, todos com suas qualidades dentro e fora dos ringues.

WWE Brasil – Teve algum aluno da Ases que se destacou no território do wrestling com mais sucesso?
Apollo – Victor, Matheus e Arthur estes vêm tendo destaque por terem uma preferência por golpes americanizados, sempre com alguma novidade em suas marcações. E profissional (Foi aluno do mestre Sarabando) O Guerrilheiro; Robson Cruz que atualmente trabalha na BWF e quando tem tempo faz quebradas (Lutas não televisionadas) pela Ases.

Apollo - Ases do Ringue
WWE Brasil – Na base da Ases do Ringue, há muitos alunos com potencial para se tornar um grande wrestler?
Apollo – Todos são capazes, basta querer sair do lugar, não desanimar por uma coisa ou outra que sei que bate a vontade e buscar evoluir sempre.

WWE Brasil – Em que tipo de eventos a Ases do Ringue costuma se apresentar, ou pretende se apresentar?
Apollo – A maioria dos eventos onde confirmamos presença, são em praças, ruas, clubes, agora tenho vontade se montar nosso ringue em eventos fora da cidade, mostrar que não só baixada mas país.

WWE Brasil – A Ases do Ringue virá com grandes novidades em 2013?
Apollo – Sim. Ideias não me faltam, mudaremos nossa forma de divulgar, em nosso canal ensinaremos golpes semanais, estamos correndo atrás de um ringue novo, tudo tem seu tempo e o nosso parece estar próximo dessa mudança radical (Não vou revelar tudo para que seja algo diferente e do agrado de todos).

WWE Brasil – Acabando a entrevista, para quem se interessou com a Ases do Ringue, onde elas podem obter informações sobre ela?
Apollo – Temos um grupo no facebook, espero que gostem! Lá encontrarão tudo sobre a equipe.

WWE Brasil – Pra fechar, deixe um recado para todos nossos leitores, e obrigado pela participação.
Apollo – Pratiquem esportes, não julguem uma arte sem antes conhecer e que a luta livre se espalhe contagiando todos os brasileiros!

Apollo

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